PF deflagra “Operação Caça-Fantasmas” para investigar desvios na Câmara de Angra dos Reis
24 de março de 2026
Agentes da Polícia Federal durante a "Operação Caça-Fantasmas" na Câmara Municipal de Angra dos Reis. (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

Agentes da Polícia Federal durante a “Operação Caça-Fantasmas” na Câmara Municipal de Angra dos Reis. (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (24), uma operação destinada a apurar suspeitas de crimes eleitorais e a contratação de funcionários fantasmas no âmbito da Câmara Municipal de Angra dos Reis. A ação busca desarticular um esquema de desvio de recursos públicos e irregularidades em campanhas.

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Detalhes da Operação e Mandados

Autorizada pela Justiça Eleitoral, a Operação Caça-Fantasmas mobilizou agentes para o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram de forma simultânea em três cidades:

  • Angra dos Reis (RJ)

  • Rio de Janeiro (RJ)

  • Juiz de Fora (MG)

Os alvos das buscas incluem residências de investigados, um escritório de advocacia e o gabinete parlamentar do vereador Greg Duarte (PL), na Câmara Municipal de Angra. Em nota, o parlamentar negou qualquer irregularidade na contratação de serviços ou no cumprimento de seus contratos.

Indícios de Irregularidades e Funcionários “Fantasmas”

As investigações apontam para o uso indevido da máquina pública para fins políticos. O ponto central da apuração é a nomeação de assessores que não exerciam funções efetivas, servindo apenas como moeda de troca para apoio político.

Um dos casos citados pela Polícia Federal envolve uma assessora parlamentar que reside em Juiz de Fora (MG). Segundo a PF, a servidora:

  1. Estuda Medicina em tempo integral na cidade mineira.

  2. Atua profissionalmente como cirurgiã-dentista na mesma localidade.

  3. Pela distância e carga horária, não teria condições físicas de exercer o cargo comissionado no gabinete em Angra dos Reis.

Crimes Eleitorais e Penas Previstas

Além das contratações irregulares, a PF analisa a prestação de contas eleitorais dos envolvidos. Há indícios de omissão de despesas, informações falsas sobre a contratação de fornecedores e movimentações financeiras suspeitas.

Os investigados poderão responder por uma série de crimes, incluindo:

  • Peculato (desvio de dinheiro público);

  • Falsidade ideológica eleitoral (caixa dois ou dados falsos);

  • Abuso de poder político e econômico.

Informações via Jornal Atual

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