O nadador norte-americano Ryan Lochte, envolvido em um ‘falso roubo’ durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, foi indiciado por “falsa comunicação de crime” ao alegar ter sido vítima de um assalto, no dia 14 de agosto.

De acordo com a Polícia Civil, Lochte mentiu ao dizer que, após uma festa, foi vítima de um assalto. Nas imagens recolhidas pelas autoridades, Lochte e mais três amigos aparecem arrumando confusão em um posto de gasolina na Barra da Tijuca. Os atletas teriam depredado o banheiro do estabelecimento.

No comunicado, o “delegado responsável pelo caso sugeriu ao Poder Judiciário a expedição de carta rogatória” para que Ryan Lochte seja notificado da decisão nos Estados Unidos.

Segundo informações do UOL, Lochte retornou ao Brasil antes dos colegas, quando explodiu a informação de que o assalto não teria acontecido.

Já os outros nadadores envolvidos tiveram problemas para retornar aos Estados Unidos e precisaram de prestar contas com a Justiça brasileira antes de serem liberados. Para “escaparem”, culparam em depoimento o dono de 12 medalhas olímpicas.

Ryan Lochte perde todos patrocinadores após assalto forjado

A Speedo USA doará US$ 50 mil do valor pago ao nadador para instituição que auxilia crianças carentes do Brasil; a Ralph Lauren disse que não pretende renovar o contrato com o atleta.

O nadador americano Ryan Lochte, envolvido no caso de falsa declaração de assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio, perdeu todos os seus patrocinadores nesta segunda-feira (22).

As marcas Speedo USA, Ralph Lauren, Airweave e Syneron Candela decidiram romper com o atleta após a polêmica.

“Como parte da decisão, a Speedo USA doará US$ 50 mil dólares do valor pago a Lochte à Save The Children, uma instituição global de caridade parceira da matriz da Speedo, para crianças do Brasil”, declarou a companhia em comunicado divulgado em seu Twitter.

“Embora tenhamos usufruído de um relacionamento vitorioso com Ryan [Lochte] por mais de uma década e ele tenha sido um membro importante do time Speedo, nós não podemos perdoar comportamento que vai contra os valores que esta marca defende há tanto tempo”, afirmou a empresa.

A Speedo agradeceu os feitos de Lochte, e disse ainda que “espera que ele siga adiante e aprenda com essa experiência”.

De acordo com o programa Good Morning America, da rede americana ABC, a grife de roupas divulgou o seguinte comunicado: “A Ralph Lauren continua a apoiar o time americano com orgulho. E valoriza os atletas que vestem a nossa marca. O contrato específico com Ryan Lochte, feito especificamente para a Rio 2016, não

A Folha de S. Paulo destaca ainda que a empresa do produtos estéticos Syneron Candela, que havia escolhido Lochte como embaixador global da marca para um de seus produtos em abril, disse que vai esperar a conclusão da investigação dos fatos ocorridos no Rio com o nadador.

“A situação atual no Brasil em relação a Ryan Lochte é uma investigação em andamento. Assim sendo, iremos suspender nossas decisões até termos um entendimento mais completo da situação”, disse a empresa à agência de notícias Reuters.

A Airweave divulgou sua posição em sua conta no Twitter: “Depois de avaliarmos com calma, tomamos a decisão de terminar nossa parceria com Ryan Lochte. Seguimos empenhados em apoiar o Time EUA e os atletas que estão se preparando para a Paralimpíada”, diz o texto.

ENTENDA O CASO

A polêmica envolvendo quatro nadadores dos EUA começou durante a Olimpíada do Rio, quando Ryan Lochte, 32, afirmou ter sido assaltado na madrugada, quando voltava à Vila Olímpica depois de sair de uma casa temática da França na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ele estava acompanhado por outros três nadadores: Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen.Três dias depois, a Justiça do Rio entendeu que havia divergências nos relatos dos atletas e determinou a apreensão dos passaportes dos nadadores norte-americanos Ryan Lochte e Jimmy Feigen.

Com a medida, eles estariam impedidos de sair do Brasil. Lochte, porém, já havia deixado o país 24h antes do impedimento da Justiça.

A Polícia Federal, então, impediu o embarque de dois nadadores americanos, Gunnar Bentz e Jack Conger, em um voo com destino aos Estados Unidos. Eles foram impedidos de deixar o Brasil até prestarem esclarecimentos à Polícia Civil sobre o suposto assalto, na quinta (18).

A Folha de S.Paulo esteve no posto de gasolina em que os atletas disseram ter sido assaltados e entrevistou o dono do estabelecimento, que pediu para não ser identificado.

Ele afirma que os americanos “não entraram no banheiro. Começaram a urinar no jardim e na parede na lateral da loja”.Câmeras de segurança do posto gravaram o ocorrido. As imagens foram exibidas pela TV Globo.

Os policiais concluíram que os atletas se envolveram em uma briga quando retornavam à Vila Olímpica e que não houve um assalto.O comitê olímpico dos EUA e Ryan Lochte pediram desculpas ao Brasil.

Além de possíveis perdas com patrocinadores, Lochte pode sofrer punições também no âmbito esportivo. O diretor-geral do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Scott Blackmun, prometeu neste domingo (21) que os quatro atletas americanos da equipe de natação devem receber sanções em breve. Com informações da Folhapress.

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