Jovem era militar e chegou a ser socorrido por motoristas

Um cabo da Marinha morreu após ser atingido por uma linha chilena, na tarde desta quinta-feira. O militar, identificado como Victor de Melo Baptista, transitava em uma motocicleta, próximo à saída 4 da Linha Amarela, na Zona Norte do Rio, quando foi ferido pelo material.
Motoristas tentaram socorrer o rapaz que chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte, mas o militar não resistiu aos ferimentos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o jovem já chegou à unidade em parada cardiorrespiratória. Segundo informações, Victor perdeu muito sangue por conta do corte.
Menina Eloah
Eloáh Oliveira Macedo, 8 anos, precisou ter uma perna amputada após ser  atingida por uma linha chilena ao atravessar uma passarela em Realengo, Zona Oeste Rio, no dia 31 de março. A menina ficou internada na UTI do Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. A veia femoral da perna esquerda se rompeu. Para auxiliar a circulação do sangue na perna o médicos tiraram uma veia de um dos pés.
Denúncias
Em julho deste ano foi criado o Disque Linha Chilena/Cerol (0800.285.2121) criado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal do Rio para receber denúncias sobre comercialização e uso do produto e também do cerol. Ambos são proibidos por lei. As chamadas não precisam de identificação. Os casos serão encaminhados aos órgãos responsáveis pelo combate a esse tipo de crime, como a Polícia Civil. O atendimento é das 10h às 17h.
Manifestação
Também em julho de 2019 cerca 250 motociclistas tomaram Copacabana, na Zona Sul do Rio, em uma manifestação contra o uso de linhas chilenas. A ação começou em uma “motociata” (como uma carreata, só que de motos) da sede da Guarda Municipal, em São Cristóvão, rumo à Praia de Copacabana, em frente ao Posto 5. No local, o grupo fincou mil pipas pretas em memória das vítimas das linhas cortantes.
Segundo dados da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) no Brasil são mais de 100 acidentes por ano. Desses 50% causam ferimentos graves, e 25% fatais, segundo informou a vereadora Vera Lins (PP), autora da lei n° 5414, de maio de 2012, que proíbe a comercialização e uso no município da linha chilena, que contém dióxido de alumínio, quartzo e outros materiais cortantes.
Fonte: O DIA

Faça o seu comentário