Presidente da Embratur participou de evento no câmpus Nova Iguaçu e defendeu que o turismo pode ser uma ferramenta para combater a desigualdade social na região

Marcelo Freixo destaca o potencial turístico da Baixada Fluminense em palestra na UFRRJ
O auditório do câmpus Nova Iguaçu da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) recebeu, recentemente, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, para uma palestra sobre o papel do turismo como motor de desenvolvimento social, econômico e cultural. Freixo conversou com estudantes, professores e servidores da universidade em um evento promovido pela Associação Atlética Ruralina de Turismo (AARTUR), com o tema “Cidades turísticas e o direito à cidade: como planejar para todos?”.
Freixo, que estava acompanhado pelas professoras da UFRRJ Isabela Fogaça e Andreia Macedo, além do ex-aluno Jonas Queirós, expressou sua satisfação em visitar a universidade na Baixada Fluminense. Ele destacou o recorde de turismo internacional no Brasil e a importância do setor como uma das grandes economias do século XXI, capaz de gerar empregos e renda.
Durante sua fala, o presidente da Embratur enfatizou que a Baixada Fluminense possui um imenso potencial turístico, que vai além de ser apenas uma fonte de mão de obra para a capital. Ele citou exemplos como Nova Iguaçu, Magé e Guapimirim, que, embora ainda não sejam destinos de turismo internacional, têm grande apelo no cenário nacional. A Embratur, segundo Freixo, planeja ajustar as políticas públicas para desenvolver a atividade na região.
Turismo como Solução para a Violência
Um dos pontos mais importantes da palestra de Freixo foi a defesa do turismo como uma ferramenta para mitigar a violência e a injustiça social. Ele argumentou que, ao gerar emprego e renda, o turismo pode levar mais segurança e paz às comunidades. Freixo citou como exemplos o México e a Colômbia, onde o crescimento do turismo contribuiu para enfraquecer o crime organizado.
A professora Andreia Macedo, que leciona disciplinas de Planejamento Urbano e Política Pública para o Turismo, também palestrou no evento. Ela abordou a importância da “participação social” e da “participação comunitária” no planejamento de uma “cidade para todos”, destacando a necessidade de envolver a população na identificação e na solução de problemas locais.
Em sua fala, o ex-aluno Jonas Queirós, egresso do curso de Turismo da UFRRJ e proveniente de Queimados, compartilhou sua trajetória, que começou como entregador de gás e o levou a se apaixonar pelo turismo. Ele ressaltou que, para o turismo se desenvolver na região, é crucial que governantes e empresários reconheçam a sua importância e invistam em políticas públicas que apoiem iniciativas concretas.
Já a professora Isabela Fogaça destacou que a Baixada Fluminense deve parar de se ver como a “periferia do turismo” e lutar pelo direito de sua população de quase 4 milhões de habitantes de ter acesso a espaços de lazer e cultura. Ela defendeu que a sociedade local cobre das autoridades não apenas melhorias em segurança e infraestrutura, mas também políticas de desenvolvimento territorial, como o turismo, o saneamento básico e a educação. Isabela reforçou que a presença do crime organizado e a falta de segurança pública são entraves para o desenvolvimento do setor, e que é essencial ter uma política de segurança tanto antes quanto durante a implantação de atividades turísticas.
Ela concluiu sua participação elogiando o projeto “Baixada Verde”, iniciado em 2017 pela UFRRJ, que busca ressaltar a riqueza natural e cultural da região.
Fonte: Ricardo Portugal – Assessoria de Comunicação do IM/UFRRJ


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