Instituto Lula divulgou nota dizendo que ex-presidente apenas “prestou informações” e “não é investigado ou testemunha”

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Data do depoimento do ex-presidente Lula estava definida desde o mês passado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento nesta quarta-feira (6) para esclarecer à força-tarefa da Operação Zelotes detalhes sobre duas medidas provisórias editadas em seu governo.

A suposta venda das MPs que visavam promover o desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País é alvo de suspeitas em um novo inquérito aberto na operação.

Lula esteve nesta quarta na Superintendência da PF em Brasília, onde falou ao delegado Marlon Cajado. Em nota, o Instituto Lula frisou que o ex-presidente “prestou iformações” e “não é investigado ou testemunha no inquérito”.

Em outubro do ano passado, a empresa LFT, de Luis Claudio Lula da silva, filho caçula do ex-presidente, foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal. Isso porque a força-tarefa da Operação Zelotes suspeitava de um contrato firmado em 2014 entre a empresa e o escritório Marcondes e Mautoni – um dos investigados na operação.

De acordo com a assessoria de Lula, as duas MPs sob suspeita “geraram dezenas de milhares de empregos” e “resultaram de reivindicações e diálogo com lideranças políticas, governadores, sindicalistas e empresários”, sem que houvesse o “favorecimento a qualquer setor”.

À Polícia Federal, o ex-presidente negou que a edição das Medidas Provisórias ou qualquer outro ato de seu governo tenha relação com contrato entre as empresas Mautoni e LFT.

A Operação Zelotes foi iniciada no primeiro semestre do ano passado e investiga esquemas de sonegação fiscal que envolviam a atuação de quadrilhas junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).