Para acessar notas, candidatos precisam ter em mãos o CPF e a senha; inscrições do Sisu começam na segunda

Quem participou da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujas provas foram aplicadas nos dias 26 e 27 de outubro, já podem conferir as notas obtidas.

Os resultados estão disponíveis no site no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para acessar o portal, os candidatos precisam ter em mãos o CPF e a senha de cadastro (a mesma usada para se inscrever no exame).

A partir da próxima segunda (6), estarão abertas as inscrições para o Sisu (sistema de Seleção Unificada),  pelo qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Enem. O prazo para as inscrições termina na sexta, dia 10.

Em 2013, pela primeira vez, o Enem teve a adesão de todas as 59 universidades federais do País, que vão utilizá-lo como critério único ou como parte do processo de seleção.

Nota do Enem é porta de entrada para 171 mil vagas em universidades públicas

Os alunos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 concorrerão a 171.756 vagas em instituições públicas de ensino superior a partir de segunda-feira (6), quando o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre as inscrições. O número de vagas é 33% maior do que o ofertado no primeiro semestre do ano passado.

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O Sisu centraliza as vagas em instituições de ensino superior, sobretudo federais, que adotam o Enem como processo seletivo único para seus cursos ou parte deles. Durante o período de inscrições, os candidatos podem testar se é possível ingressar nos cursos pretendidos a partir da nota de corte divulgada ao fim de cada dia. As inscrições ficam abertas até o dia 10 e são feitas pela internet.

Neste ano, o Sisu teve adesão de 115 instituições, contra 101 em 2013. O número de cursos também aumentou, chegando a 4.731 opções (salto de 26%), de acordo com levantamento feito pela reportagem no site do sistema – onde já é possível consultar as vagas disponíveis. A maior concentração está no Nordeste – quase 40% das vagas estão nessa região -, seguido por Sudeste (28%), Sul (13%), Centro-Oeste (12,5%) e Norte (7%).

Estreia

O Estado com a maior oferta de vagas é Minas, com 20.029. Segunda maior federal do País, ficando atrás apenas da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a UFMG oferece neste primeiro semestre 3.535 vagas. São 77 cursos. A UFRJ adotou o Enem como vestibular em 2012.

Outra grande universidade federal a aderir ao Sisu em 2014 é a de Brasília (UnB), que preencherá 50% das vagas com quem fez o Enem. A instituição tem 88 cursos no sistema, com a oferta de 1.986 vagas.

A adesão da UnB acabou com um mal-estar dentro do Ministério da Educação (MEC), uma vez que a universidade participava da realização do Enem, com o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), mas mantinha vestibular próprio.

O Sisu foi criado em 2010, após a reformulação do Enem, feita no ano anterior. Com a mudança – que foi do número de questões até o sistema de correção de itens -, o Enem passou a ser usado como vestibular.

O plano do MEC era avançar com maior velocidade na adesão das instituições, mas os problemas na aplicação do exame nas três primeiras edições (em 2009, 2010 e 2011) deixaram as instituições reticentes. Assim, muitas universidades preferiram aguardar edições sem problemas, como registrado nas duas últimas provas, e também comparar a experiência das instituições na seleção dos ingressantes.

Peso

Todas as 59 universidade federais usam o Enem de alguma forma em sua seleção, apesar de algumas ainda não entrarem no Sisu. É o caso das federais de Santa Catarina (UFSC) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), por exemplo, em que o exame tem peso na nota final do vestibular próprio.

As três universidades federais do Estado de São Paulo, além do Instituto Federal de Educação (IFSP, antigo Cefet-SP), já aderiram ao Sisu. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entretanto, adota vestibular próprio para cursos da área de saúde, como Medicina. Neste Sisu, São Paulo tem 10.304 vagas – 8% (ou 760 vagas) a mais do que em 2013.

A Lei de Cotas exige que, em 2014, o mínimo de 25% das vagas de cada curso nas instituições federais de ensino sejam ocupadas por estudantes de escola pública. Metade deve ser de renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita e a proporção de negros e indígenas de cada Estado deve ser respeitada entre os cotistas.

FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/enem/2014-01-03/nota-do-enem-e-porta-de-entrada-para-171-mil-vagas-em-universidades-publicas.html

 

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