Pesquisa sugere que troca de micróbios intestinais entre pessoas pode causar doenças consideradas não-infecciosas. Aviso: o resultado ainda não é definitivo

Um novo estudo, publicado neste último dia 17 por pesquisadores da Universidade de British Columbia (Canadá) no periódico científico Science, procurou investigar se doenças consideradas não-infecciosas poderiam ter algum elemento transmissível, que facilitasse sua dispersão. Males como câncer, problemas cardíacos ou respiratórios e síndromes metabólicas, todos considerados não contagiosos, foram analisados pelos cientistas.

De acordo com o artigo, cada vez mais dados apontam que essas e outras doenças estão associadas à falta de regulação de micróbios presentes no intestino humano. Os pesquisadores sugerem, no trabalho, que esses micro-organismos podem ser trocados entre indivíduos por meio de contato, troca de fluidos, etc.

Desse modo, a desregulação dos micróbios intestinais de uma pessoa poderia ser resultante desse câmbio com outrem. A desregulação, por sua vez, propõem os cientistas, poderia provocar o câncer ou outras síndromes graves. Isso significaria que males considerados não-infecciosos poderiam ter um componente transmissível: a troca de micro-organismos intestinais.

Segundo os cientistas, é essencial que se realizem diversas pesquisas para verificar se a regulação desses micróbios é de fato um elemento causador dessas doenças, e não apenas resultado delas. De qualquer forma, afirmam, a hipótese permite que se encare a transmissão, prevenção e tratamento dessas síndromes de uma forma inovadora.

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