De acordo com o pesquisador Alexander Resende, que foi a ponte entre a Unidade e a empresa, todos são beneficiados por esse trabalho conjunto. “A CSA ganha por saber que o plantio que está sendo feito aqui será mantido após os 48 meses em que fará a manutenção do espaço. O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) vê com bons olhos essa parceria, que permite gerar resultados de pesquisa úteis para outros reflorestamentos no Estado. Por fim, nós ganhamos por termos uma área experimental plantada e mantida por 48 meses pela iniciativa privada, que contribuirá, ainda, para o preenchimento dos espaços não ocupados na Unidade, criando uma barreira verde contra fogo, principalmente”, aponta.

Além do plantio das mudas, foram instalados experimentos para analisar o percentual ideal de leguminosas arbóreas fixadoras de nitrogênio em plantios de restauração florestal, práticas culturais para reduzir o coroamento de mudas e testes com algumas mudas inoculadas em viveiro. “Estamos avaliando o efeito de percentuais variáveis de leguminosas na composição botânica geral do plantio e como elas podem beneficiar as demais espécies. Também estamos montando um controle de matocompetição a partir do uso de papelão para coroamento artificial de mudas”, explica Alexander.

Todos esses ensaios estão relacionados com o arranjo Restauração e adequação ambiental da paisagem rural na Mata Atlântica das regiões Sul e Sudeste (Sustrural), liderado pela Embrapa Agrobiologia.