Cláudio Castro renuncia ao Governo do Rio na véspera de julgamento no TSE; Desembargador assume o cargo
23 de março de 2026
O ex-governador Cláudio Castro (PL) anuncia sua saída do cargo durante cerimônia no Palácio Guanabara; o político antecipou a decisão para concorrer a uma vaga no Senado.

O ex-governador Cláudio Castro (PL) anuncia sua saída do cargo durante cerimônia no Palácio Guanabara; o político antecipou a decisão para concorrer a uma vaga no Senado.

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (23/03/2026) no Palácio Guanabara, o governador Cláudio Castro (PL) anunciou oficialmente sua renúncia ao comando do Executivo fluminense. A decisão ocorre em um momento estratégico e de alta tensão jurídica, exatamente um dia antes da retomada do julgamento do “Caso Ceperj” pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Motivações e Cenário Eleitoral

Castro justificou sua saída afirmando o desejo de disputar uma vaga no Senado Federal. Pela legislação eleitoral, chefes do Executivo que pretendem concorrer a outros cargos devem se desincompatibilizar de suas funções até o início de abril.

“Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida”, declarou o agora ex-governador durante o evento, que contou com a presença de aliados como o pré-candidato ao governo, Douglas Ruas (PL), e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União).

O Imbróglio Jurídico no TSE

A renúncia acontece sob a sombra de uma possível inelegibilidade. Castro é acusado pelo Ministério Público Eleitoral de:

  • Abuso de poder político e econômico;

  • Conduta vedada a agentes públicos;

  • Irregularidades na contratação de servidores por meio da Ceperj durante o período eleitoral.

O julgamento no TSE definirá se ele poderá manter seus direitos políticos para a disputa de outubro.

Linha de Sucessão e Eleição Indireta

Devido à ausência de um vice-governador em exercício (visto que Thiago Pampolha assumiu cargo no Tribunal de Contas do Estado), a linha sucessória imediata coloca o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, no comando interino do estado.

De acordo com a legislação, o rito a seguir será:

  1. Governo Interino: O desembargador assume as funções imediatas.

  2. Eleição Indireta: A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) deve organizar, em um prazo de 30 dias, uma eleição interna para que os deputados escolham quem ocupará o “mandato-tampão” até o final do ano.

Impasses Legislativos

A sucessão, no entanto, enfrenta desafios jurídicos. O PL planeja indicar Douglas Ruas para o mandato-tampão, visando fortalecer sua posição para a eleição principal em outubro. Contudo, uma liminar recente do ministro Luiz Fux, do STF, derrubou regras da Alerj que permitiam a desincompatibilização de candidatos apenas 24 horas antes do pleito indireto, restabelecendo o prazo legal de 180 dias.

Informações via Jornal Extra

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