BNDES mapeia 15 projetos e R$ 68 bilhões para expandir o transporte público no Rio

Estudo do governo federal propõe ampliações no metrô, VLT, BRT e trens na Região Metropolitana, prevendo mais de 500 km de intervenções ao longo das próximas décadas.

VLT roda no centro histórico do Rio de Janeiro - Imagem: Rafa Pereira - Diário do Rio
VLT roda no centro histórico do Rio de Janeiro – Imagem: Rafa Pereira – Diário do Rio

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Ministério das Cidades, mapeou 15 projetos prioritários de mobilidade urbana para o Rio de Janeiro e municípios vizinhos. Integrante do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), a carteira projeta 544 quilômetros de obras com investimentos estimados em R$ 68 bilhões para modernizar a rede rodoviária e ferroviária local.

Propostas de expansão para metrô e VLT

O planejamento inclui expansões estratégicas para o sistema de alta capacidade:

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  • Linha 2 do Metrô: Extensão de 3 km entre Estácio e Praça XV (R$ 3,3 bilhões), permitindo integração futura com a Linha 3.

  • Linha 3 do Metrô: Ligação subterrânea sob a Baía de Guanabara unindo o Rio à Praça Arariboia (Niterói) e Alcântara (São Gonçalo), somando 12 estações. Estudos alternativos da COPPE/UFRJ sugerem até 50 km e 29 estações.

  • VLT Zona Sul: Novo corredor de 10,4 km e 20 estações ligando Botafogo, Gávea e Leblon pelas ruas São Clemente, Voluntários da Pátria e Jardim Botânico.

  • Outros trechos: Conexão metroviária entre Uruguai (Tijuca) e Del Castilho (7 estações); expansão da Linha 4 até o Terminal Alvorada e Recreio; e ligação entre Alvorada e Cocotá (Ilha do Governador).

Viabilidade financeira e desafios operacionais

Devido às restrições orçamentárias do governo estadual, projetos de BRT, VLT e recuperação de trens apresentam uma relação custo-benefício mais favorável do que a construção de novas linhas de metrô no curto prazo. A execução das propostas ainda depende do levantamento de estudos de demanda, modelagens financeiras e definições do modelo de concessão.

A urgência por sistemas elétricos e sobre trilhos é respaldada por dados do Instituto de Energia da PUC-Rio (IEPUC-Rio), que indicam que 90% dos deslocamentos na Região Metropolitana são feitos por transporte rodoviário — modal que emite significativamente mais $CO_2$ por passageiro. Especialistas ressaltam a necessidade de subsídios estatais para custear a alta capacidade sem repassar o valor cobrado na bilheteria.

Pendências na infraestrutura atual e tarifas

Enquanto os novos projetos avançam na fase teórica, o estado trabalha para concluir obras antigas. A Estação Gávea (Linha 4), cujas intervenções foram retomadas em 2025 após anos paralisadas e com acúmulo de água nos poços, tem previsão de abertura para 2028, prometendo atender até 20 mil passageiros diários no trecho de 3,2 km até São Conrado.

No cenário tarifário de 2026, o valor da passagem do metrô foi mantido pelo governo em R$ 7,90, congelando o reajuste previsto para R$ 8,20. O debate sobre subsídios públicos segue como ponto central para garantir a sustentabilidade das tarifas e a expansão do sistema.

Informações via Diário do Rio

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