CAIXA aceita créditos de carbono como garantia acessória ao financiamento de R$ 400 milhões

Rio de Janeiro, Sustentabilidade

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) Santa Rosa, aterro sanitário localizado no município de Seropédica (RJ), foi a primeira instituição brasileira a receber da Organização das Nações Unidas as Reduções Certificadas de Emissões (RCEs), os chamados créditos de carbono.

Financiada pela Caixa Econômica Federal, a CTR Santa Rosa é o maior aterro sanitário da América do Sul. A implantação do aterro recebeu da CAIXA mais de R$ 400 milhões em financiamento que teve como garantia acessória os créditos de carbono.

A CAIXA participa do mercado de carbono com linhas de crédito para o financiamento de empreendimentos de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), os aterros sanitários. Três projetos de aterro sanitário já firmaram acordo com a CAIXA para a comercialização do crédito de carbono, entre eles, o desenvolvido pela empresa responsável pela (CTR) Santa Rosa.

Essas linhas de crédito da CAIXA são voltadas para empresas públicas e privadas, sob forma de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), de acordo com o Protocolo de Quioto. Criado para auxiliar países na redução de gases do efeito estufa ou de captura de carbono, o MDL é um mecanismo que possibilita as Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) possam ser comercializadas mundialmente.

Essa é a primeira emissão de RCEs do fundo Carbon Partnership Facility (CPF), administrado pelo Banco Mundial. A CAIXA faz parte do Fundo desde 2009. Essa é a primeira emissão de projeto vinculado a um Programa de Atividades (POA) de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) de grande escala.

Comercialização de créditos
A CAIXA comercializou 3 milhões de toneladas de Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) em projetos de aterro sanitário que foram contratadas pelo banco, no período de dezembro de 2009 a julho de 2014.

Até setembro deste ano, 266 Programas de Atividades de MDL foram registrados na Conferência Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC) em todo o mundo, sendo 26 em resíduos sólidos.

Com informações do Jornal da CAIXA
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