Ataque Cibernético Paralisa Sistemas da Itaguaí Construções Navais (ICN)

A Itaguaí Construções Navais (ICN) — empresa responsável por atividades estratégicas do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), incluindo a fabricação de embarcações convencionais e o projeto do submarino de propulsão nuclear da Marinha do Brasil — sofreu um ataque cibernético do tipo ransomware na noite do último domingo (9).

Segundo um comunicado interno distribuído pela diretoria aos colaboradores e obtido pela reportagem, a invasão foi identificada por volta das 23h, resultando na criptografia de dados do ambiente de Tecnologia da Informação (TI). Como medida de contenção emergencial para impedir a propagação do malware, a empresa desligou imediatamente todo o seu ambiente de TI.

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Empresa responsável por atividades ligadas ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos identificou ataque de ransomware no domingo (9); site da companhia está fora do ar
Empresa responsável por atividades ligadas ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos identificou ataque de ransomware no domingo (9); site da companhia está fora do ar

Impactos Operacionais e Recuperação

O incidente afetou servidores de e-mail, arquivos, bancos de dados e sistemas internos. Até o momento, a ICN permanece sem acesso à internet, redes e sistemas corporativos, e não há previsão oficial para a restauração completa dos serviços. O site institucional da companhia também permanece fora do ar nesta sexta-feira (14).

Equipes internas de TI e consultorias especializadas foram acionadas para realizar uma varredura completa na infraestrutura, investigar as causas do ataque, reconstruir os ambientes de servidores e restaurar os sistemas a partir de cópias de segurança (backups).

Riscos e Posicionamento Institucional

Devido à sensibilidade militar e estratégica das operações da ICN no Prosub, há incerteza sobre o alcance do incidente. O comunicado interno não esclareceu se houve apenas o bloqueio dos dados via criptografia ou se os invasores conseguiram acessar, copiar e extrair informações confidenciais do sistema.

A reportagem entrou em contato com a direção da ICN para questionar a extensão do comprometimento de informações técnicas ou estratégicas do projeto nuclear, o andamento das investigações junto às autoridades competentes e a previsão de retorno das operações. Até a última atualização desta matéria, a empresa não havia enviado resposta aos questionamentos.

Informações via Jornal Atual

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