Desde que o homem pisou na Lua, ele nunca foi tão longe. Ele descobriu água em Marte, posou em Plutão, descobriu um planeta parecidíssimo com a Terra e já pensa, claro, em lucrar com viagens tripuladas.

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O ano de 2015 entrou para a história como o período em que a humanidade fez algumas das maiores descobertas sobre o funcionamento do Universo. Entre os feitos, estão a revelação de que água salgada corre pela superfície de Marte e o histórico pouco do Falcon 9 na superfície de Plutão, intacto.

Além dessas novidades, a Nasa (Agência Espacial Americana) descobriu, por meio do robô Curiosity, que o pôr do sol em Marte é azul e encontrou a galáxia mais luminosa do Universo: ela emite uma luz equivalente a 300 trilhões de sóis. A agência americana ainda divulgou uma foto épica da Terra, 43 anos depois da primeira imagem do planeta azul ter sido divulgada.

Outro grande feito no ano foi a descoberta de um planeta gêmeo da Terra, batizado de Kepler 452B. “Os anos por lá têm a mesma duração que os da Terra e ele está a há milhares de anos na zona habitável de sua estrela. Isso significa que pode ter hospedado vida sobre sua superfície”, considerou o responsável pela análise, John Grunsfeld. 

Os cientistas também conseguiram chegar ao ponto mais próximo de uma das luas de Saturno, a Encelado, em uma parceria da Nasa, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Italiana. A sonda Cassini chegou próximo ao sexto maior satélite do planeta em 15 de outubro e foi constatado que ele tem “um oceano quente embaixo da crosta de gelo”.

Em entrevista à ANSA, o astronauta Marcos Pontes, único brasileiro da história a ir para o espaço, afirmou que o ritmo das descobertas é tão intenso que “nos próximos 10 anos” as missões tripuladas estarão bem próximas da realidade: “Teremos turistas espaciais brasileiros indo ao espaço dentro de cerca de três anos. O primeiro será o empresário Marcos Palhares, de São Paulo. Temos até um estagiário da Agência Espacial Brasileira que ganhou um sorteio de um voo turístico que deverá fazer um voo suborbital de sete minutos no espaço, talvez em uns ate anos a partir de agora”, disse o astronauta.

Para o desenvolvimento de missões específicas a marte, a questão ainda é descobrir uma forma de fazer o ser humano sobreviver fisicamente e psicologicamente por tanto tempo a um ambiente tão hostil. Estima-se que uma viagem só de ida ao planeta vermelho dure cerca de três anos.

*Com reportagem da Ansa

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