“Amigos do Guandu” é iniciado em duas escolas na região do Comitê Guandu, Seropédica e Nove Iguaçu

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Os olhares atentos e curiosos da criançada marcaram a abertura do Projeto Amigos do Guandu em duas escolas da Região Hidrográfica II (RH II), atendida pelo Comitê Guandu-RJ. A ação de educação ambiental do Colegiado foi iniciada, nessa segunda-feira (7), na Escola Municipal Creuza de Paula Bastos, em Seropédica.

Já nesta terça-feira (8), foi a vez dos alunos da Escola Firjan SESI de Nova Iguaçu, receberem a abertura do projeto, que seguirá até dezembro deste ano com apresentações teatrais e passeios, além de outras ações como a confecção de cartas, escritas pelos estudantes, que serão colocadas em uma cápsula do tempo.

“Nós do Comitê Guandu acreditamos na implementação de práticas educativas que desenvolvam novos valores e que fortaleçam o engajamento de todos em prol da preservação dos recursos hídricos. São diversas ações nesse sentido durante seus 20 anos de existência. Queremos envolver diretamente a criançada através do ‘Amigos do Guandu´, que chega e a estas duas unidades. Temos muito orgulho da realização do projeto, enxergando nas crianças os agentes de transformação dos desafios do meio ambiente e das nossas águas”, destacou a diretora-geral do Comitê Guandu, a engenheira ambiental da CEDAE, Mayná Coutinho.

Para tornar o Amigos do Guandu ainda mais lúdico e atraente, o Comitê está contando com um reforço de peso, o mascote “Dudu”, que é o mensageiro dos vídeos apresentados. Na abertura nas escolas, o “Dudu” mostrou às crianças como será o projeto, que envolverá não só elas.

“Estamos levando o debate sobre a água ao público infantil, proporcionando aprendizado com atividades diversas, envolvendo professores, alunos e toda comunidade escolar. Água é fundamental para o nosso ecossistema, nossa população e setor produtivo. Nosso objetivo é impactar e estreitar os laços entre o Comitê e as crianças da RH II, que para nós são multiplicadores fundamentais para a sustentabilidade hídrica, por meio de uma educação ambiental transformadora e impactante para a sociedade, que conta com o nosso mascote ‘Dudu’, afirmou Mayná.

As etapas do projeto, voltadas aos alunos da Educação Infantil e anos inicias do Fundamental, contam com apoio da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (CEDAE), da Prefeitura de Seropédica e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Nesta primeira edição, estão sendo atendidos cerca de 150 estudantes, somando as duas escolas.

“Contamos com parceiros altamente comprometidos com a missão da educação ambiental para a sustentabilidade hídrica na nossa região. A CEDAE, a FIRJAN e a Secretaria de Meio Ambiente de Seropédica somam conosco nesse mutirão de defesa desse bem natural. E esperamos engajar cada vez mais instituições nesta emocionante ação. Convidamos a todos a somarem conosco fluindo incansavelmente em direção a saúde hídrica da nossa região”, completou a diretora-geral do Comitê.

Alunos recebem cartilhas e entregam atividades de “O Rio que Fui”

Além de conhecerem o “Dudu”, por meio do vídeo, os alunos receberam, a cartilha do Amigos do Guandu, cujo conteúdo conta também com o mascote e apresenta mais informações a respeito do projeto e do Comitê. Além disso, elas também têm acesso a jogos educativos, desenhos para colorir e uma história em quadrinhos.

O “Dudu” é definido como uma criatura mágica, o espírito do rio Guandu, que recebeu a missão da Mãe Terra de trazer consciência a todas as pessoas sobre os problemas ecológicos. Ele sabe que é um problema que só se resolve com o esforço coletivo. O mascote ensina as crianças que todos devem fazer a sua parte, aceitando suas responsabilidades em relação ao futuro da Terra.

Outra atividade iniciada nesta primeira etapa do projeto é a dinâmica “O Rio que Fui”, com depoimentos trazidos pelas crianças dos familiares e amigos de como o Rio Guandu ou outros mananciais da região eram no passado em comparação aos dias de hoje. As histórias apresentadas pelos alunos em pequenos textos ou desenhos virarão um livro, com publicação prevista para 2023.

Ainda dentro da programação, as escolas receberão uma companhia de teatro que conta a história de um peixe mágico. A peça vem acompanhada de uma oficina de brinquedos recicláveis que ensina as crianças a fazer o fantoche usado em cena pela cia.

Entre as atividades, também acontecerão passeios, como a visita ao Manancial (sede da CEDAE) no Centro do Rio, onde, entre outras coisas, as crianças assistirão à apresentação de uma equipe de teatro de fantoches, em uma história de conscientização ambiental, sobre a importância das matas ciliares e do cuidado com as águas.

“Sabemos da importância de envolver professores e as crianças no cuidado da água e, através da educação ambiental, formar novos defensores ambientais e futuros membros do Comitê. Desta forma, o Colegiado atua na implementação dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), fortalecendo as parcerias, o que mostra a importância de não deixar ninguém para trás na divulgação da Agenda 2030 e na gestão hídrica do território”, afirma o coordenador do Grupo de Trabalho de Educação Ambiental (GTEA) do Comitê, Mauro Pereira, que é biólogo e também diretor executivo da ONG Defensores do Planeta.