Aegea compra Ciclus Rio por R$ 1,1 bilhão e amplia atuação em resíduos sólidos
20 de agosto de 2025

A Aegea Saneamento, presente em 15 estados do país e responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto em 27 municípios do Rio de Janeiro, anunciou nesta quarta-feira a compra da Ciclus Rio por R$ 1,1 bilhão para reforçar sua atuação no segmento de tratamento de resíduos sólidos.

A Ciclus Rio opera, desde 2011, o CTR Seropédica, uma das maiores centrais de tratamento de resíduos da América Latina, que processa cerca de 10 mil toneladas de resíduos por dia e produz biogás para ser usado por indústrias como alternativa ao gás natural, por exemplo.

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O objetivo da Aegea com a aquisição é ampliar a integração entre os serviços de água, esgoto e resíduos sólidos, permitindo sinergias operacionais em suas operações. A companhia iniciou sua atuação no segmento em 2023, por meio da Regenera Cariri, que atua na gestão de resíduos sólidos em nove municípios do Ceará.

Segundo Radamés Casseb, CEO da Aegea, a entrada da Ciclus no ecossistema da companhia é um movimento estratégico que acelera a expansão no setor de resíduos sólidos.

— Além de ampliar a cobertura geográfica, a aquisição fortalece a capacidade de geração de valor em contratos de longo prazo. Essa operação está alinhada à visão da Aegea de ampliar sua atuação em toda a cadeia do saneamento ambiental, indo além do tratamento de água e esgoto ao trabalhar soluções integradas — afirma Casseb.

A Ciclus era controlada pela Simpar e Haztec. O pagamento será realizado em três parcelas anuais, sendo a primeira de R$ 800 milhões na data de fechamento da transação. A segunda e a terceira parcelas, de R$ 150 milhões cada, serão pagas nos meses de abril de 2026 e abril de 2027. A Simpar teve o BTG Pactual como assessor financeiro.

Além do pagamento de R$ 1,1 bilhão, houve a incorporação de R$ 800 milhões em dívida. Com isso, a operação totaliza R$ 1,9 bilhão.

Além de operar o CTR Seropédica, a Ciclus é responsável por cinco Estações de Transferência de Resíduos (ETRs) e pela operação integrada de transbordo, transporte e disposição final dos resíduos sólidos da cidade do Rio de Janeiro, em regime de Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

Fonte: O GLOBO

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