O animal, primeiro registro da espécie no estado desde a década de 70, foi flagrado se refrescando em um rio no Parque Estadual da Serra da Concórdia.

O indivíduo, que é o primeiro da espécie registrado no estado do Rio de Janeiro desde os anos 70, vem sendo monitorado pelo órgão ambiental para o aprimoramento de políticas de proteção
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em colaboração com o projeto Aventura Animal, obteve novos registros da onça-pintada (Panthera onca) no Parque Estadual da Serra da Concórdia, localizado em Valença, no Sul Fluminense. O animal, um macho adulto, é monitorado de perto pelo órgão ambiental desde que sua presença foi confirmada, marcando o primeiro registro oficial da espécie em território fluminense em mais de 50 anos.
Comportamento e Monitoramento
As imagens recentes mostram o felino frequentando um corpo d’água dentro da unidade de conservação em diferentes períodos do dia e da noite. Segundo especialistas do Inea, a frequência das aparições indica que o animal está estabelecendo território na região.
Além dos registros em vídeo — o último datado de 11 de novembro —, as equipes técnicas analisam vestígios físicos, como pegadas e fezes. Os estudos preliminares da dieta do felino revelam o consumo de presas naturais da região, como capivaras, catetos e tapitis, o que confirma a funcionalidade da cadeia alimentar local.
Impacto Ambiental e Preservação
A presença da onça-pintada, o maior predador das Américas e espécie topo de cadeia, é um indicador vital da saúde do ecossistema. De acordo com o Inea, o retorno da espécie ao Rio de Janeiro pode estar relacionado à recuperação da vegetação nativa no estado, que registrou um aumento de cobertura florestal de 30% para 32% entre 1985 e 2024.
Atualmente, a onça-pintada é considerada uma espécie criticamente ameaçada na Mata Atlântica, com uma população estimada em menos de 300 indivíduos em todo o bioma.
Estratégias de Segurança e Educação
Para gerir a presença do animal, o estado implementou as seguintes medidas:
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Educação Ambiental: Orientação de moradores locais por meio de guarda-parques e materiais educativos para garantir a coexistência segura.
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Tecnologia de Monitoramento: Aquisição de novas câmeras pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade para ampliar a vigilância da fauna em todo o estado.
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Políticas Públicas: Desenvolvimento de planos de manejo para assegurar a proteção do indivíduo e a integridade da biodiversidade regional.
Informações via Diário do Rio


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