A Missa do Galo será celebrada pelo Padre Paulo Sergio, excepcionalmente as 19 horas na Paroquia Nossa Senhora das Graças no Morro do Cruzeiro no Bairro Ecologia em Seropédica.

A missa do Natal é muito importante para os cristãos católicos. Uma celebração de amor, encontro, união entre divino e humano. É importante, porque vamos ouvir os relatos bíblicos da promessa de Deus, que os profetas já anunciavam no Antigo Testamento. É o tempo de recordar o mistério do amor de Deus, da sua encarnação que desceu à Terra e assumiu nossa humanidade para curar a todos, por amor.

Este dia santo é como um domingo, dia de preceito. Quem não participa incorre de pecado, ao menos que tenha uma justificativa grave (doença, impossibilidade de andar, dentre outros). É importante pontuar que não se trata do aniversário de Jesus: Deus não está completando mais um ano, pois Ele é a eternidade em si mesmo.

O Natal se compõe de três celebrações com liturgias diferentes. Uma na noite do dia 24, uma na manhã do dia 25 e outra à noite. A primeira delas, há algumas décadas realizada à meia-noite – tradição mantida em alguns locais – é chamada “Missa do Galo”. O termo ficou fixado na memória do povo.

Tal ato litúrgico é celebração da vigília, é tempo da espera do Cristo que vai nascer. Após às 18h já se considera o novo dia, o novo tempo. O cristão deve necessariamente participar da Missa do Natal. Para vivenciar o Natal de modo cristão, com Jesus no centro, é importante que os cristãos participem da eucaristia em pelo menos uma das três celebrações.

HISTÓRIA
 

A “Missa do Galo”, que acontece à meia-noite do dia 24 de dezembro, foi instituída pelo Papa São Telesforo no ano 143.  Desde o século IV, um hino latino cantado na cerimônia do Natal aponta o nascimento do Cristo no meio da noite. Daí o costume de assumir a meia-noite como hora do nascimento de Jesus.

Mas de onde surgiu a expressão “Missa do Galo”? Existem várias explicações que versam sobre a origem dessa denominação.

Uma delas, de origem romana, conta que, naquele 24 de dezembro, foi a única vez que o galo cantou à meia-noite, antecipando o anúncio do nascimento de Jesus. O galo era considerado uma ave sagrada no antigo Império Romano. O animal passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Tanto que, nas Igrejas mais antigas, há a figura da ave em seus campanários.

Outra lenda diz que, antes de baterem as 12 badaladas da meia-noite do dia 24 de dezembro, cada lavrador da província de Toledo, Espanha, matava um galo em memória daquele que cantou quando Pedro negou Jesus. A ave era levada para a Igreja e, depois, doada aos pobres, garantindo-lhes um Natal mais feliz.

Há ainda outra explicação: a que diz que  a comunidade cristã de Jerusalém ia em peregrinação a Belém para participar da Missa do Natal na primeira vigília da noite dos judeus, na hora do primeiro canto do galo.

O certo mesmo é que a expressão  “Missa do Galo” só existe nos países de língua latina.  Oficialmente, a denominação utilizada para essa Celebração Eucarística  é “Santa Missa de Natal” ou “Celebração do Natal do Senhor’. Regularmente, a Missa do Galo celebrada pelo Papa ocorre na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e costuma ser transmitida por várias redes de Televisão.

Nos últimos anos, várias Igrejas brasileiras anteciparam o horário da “Missa do Galo” em virtude da violência nas cidades. Na maioria das paróquias, a Missa começa às 20h e termina por volta das 22h.