A partir de segunda-feira (11), mapas de cada localidade serão analisados detalhadamente para determinar efetivo necessário

Representantes da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (MJ), em parceria com dezenas de órgãos de segurança pública, realizaram nessa semana estudo para definir a quantidade de profissionais necessária para cada instalação olímpica sob responsabilidade do poder público brasileiro.

De acordo com o secretário de Segurança para Grandes Eventos do MJ, Andrei Rodrigues,  será feita uma análise detalhada, instalação por instalação, para definir o quantitativo, a partir do mapa do local, do calendário dos jogos, da quantidade de público esperada, da natureza do evento. “Estaremos com equipes nossas no Rio para isso partir de segunda”, explicou.

Ficarão a cargo das forças públicas de segurança os locais de treinamento e áreas de competição no Rio de Janeiro, além de instalações como a Vila Olímpica, a Vila dos Árbitros, o Centro Principal de Mídia (MPC) e o Centro Internacional de Transmissão (IBC), ou seja, os principais espaços por onde circularão público, atletas, árbitros e jornalistas. Isso significa 41% dos locais considerados instalações olímpicas pelo Comitê Organizador Rio 2016, enquanto os demais 59% estarão sob responsabilidade do próprio comitê.

“O nosso volume de trabalho representa 82% do esforço que terá que ser feito para garantir a segurança. Isso inclui 100% dos locais de treinamento e competição no Rio, por onde devem passar cerca de 860 mil pessoas. O que fica a cargo do Comitê Organizador são locais privados como o prédio administrativo da Rio 2016, depósitos, garagens, hotéis para patrocinadores e locais como o centro de treinamento de voluntários, que já contam com equipe de segurança e não tem o menor sentido tirá-los de lá para colocar outros profissionais”, explicou Andrei Rodrigues.

Estádios fora do Rio de Janeiro

A segurança nos estádios de competição e treinamento das cidades do futebol (fora do Rio) também será liderada pelo Comitê Organizador, seguindo o modelo da Copa de 2014. Maracanã e Engenhão, entretanto, ficam a cargo das forças públicas, uma vez que envolvem outros eventos como abertura e encerramento dos Jogos, no caso do primeiro, e as competições de atletismo, considerando o estádio olímpico.

Serão mobilizados para o trabalho público os profissionais da Força Nacional de Segurança, que conta atualmente com aproximadamente 13 mil homens. De acordo com Andrei Rodrigues, haverá apoio de entidades de segurança locais e estaduais, e podem ser acionados, por exemplo, policiais militares da reserva no Rio de Janeiro.

Eventos-teste

Todos os 44 eventos-teste previstos a partir de julho de 2015 terão envolvimento da segurança pública. Cinco deles, entretanto, são considerados grandes testes, já que servirão para colocar em prática o plano de segurança olímpica, acionando o Centro Integrado de Comando e Controle, os centros de comando móveis, a segurança nos aeroportos, o serviço de imigração, o serviço de inteligência, entre outros.

Os “major events” para a segurança pública são: Aquece Rio Concurso Completo Internacional de Equitação (6 a 9 de agosto de 2015), Campeonato Mundial Júnior de Remo (5 a 9 de agosto de 2015), Campeonato Mundial de Saltos Ornamentais (19 a 24 de fevereiro de 2016), Aquece Rio Qualificatório Final de Ginástica (16 a 24 de abril) e Aberto Internacional de Atletismo Paraolímpico (17 a 21 de maio).