OMS alerta para o uso de adoçantes sem açúcar para controle de peso

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Durante décadas muitos consumidores fizeram uso de adoçantes sem açúcar para combater o ganho de peso. Todavia, na segunda-feira (15/05), a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um comunicado alertando para os riscos do uso desses produtos para o controle ou perda de peso. Eles só devem ser utilizados mesmo por pessoas que precisam, como aquelas que sofrem com diabetes e não podem ingerir açúcar natural.

Segunda a nota da OMS, estudos indicam que o uso prolongado desses adoçantes pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos. Além disso, evidências científicas apontam que esses produtos não ajudam na perda de peso de longo prazo em adultos ou crianças.

“Substituir açúcares naturais por adoçantes artificiais não ajuda no controle de peso a longo prazo. As pessoas precisam considerar outras maneiras de reduzir a ingestão de açúcares livres, como consumir alimentos com açúcares naturais, como frutas, ou alimentos e bebidas sem açúcar”, diz Francesco Branca, diretora de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS. “Adoçantes artificiais não são fatores dietéticos essenciais e não têm valor nutricional. As pessoas devem reduzir o consumo de açúcar na alimentação como um todo, começando cedo na vida, para melhorar sua saúde”.

Entre os adoçantes citados pela OMS estão o acesulfame de potássio, aspartame, advantame, ciclamatos, neotame, sacarina, sucralose, estévia e seus derivados.

Vale ressaltar que a orientação não inclui os adoçantes feitos de açúcar de baixa caloria e álcool de açúcar, os chamados polióis, como eritritol e xilitol.

Fonte: Conexão Planeta

Foto de abertura: Steve Snodgrass/Creative Commons/Flickr

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.