Estudo brasileiro sugere que o consumo da gordura vinda de peixes, linhaça e chia poderia afastar o problema

A nutricionista Lara Natacci, diretora clínica da Dietnet, em São Paulo, tem observado que, hoje, não faltam estudos científicos sobre o papel do ômega-3 contra a depressão. Afinal, trata-se de uma gordura com ação anti-inflamatória e protetora do sistema nervoso. Em paralelo, em sua prática clínica, a expert percebe que outro distúrbio mental tem afetado cada vez mais gente: a ansiedade.

“Muitas pessoas relatam que, por causa dela, comem demais”, conta. Juntando uma coisa e outra, ela resolveu investigar, em seu trabalho de doutorado, se o tal do ômega-3 teria alguma influência na ocorrência de transtornos ansiosos.

Para isso, ela analisou os hábitos alimentares de 12 268 adultos – registrados através de questionário alimentar. “Não incluímos, na pesquisa, pessoas que consumiam o nutriente por meio de suplementos”, avisa.

Com base nesses dados, ela conseguiu separar os indivíduos por níveis de ingestão de ômega-3. Foi aí que percebeu que os maiores consumidores da gordura apresentavam menor risco de sofrer de ansiedade em relação às pessoas com baixa ingestão.

De acordo com Lara, por causa do modelo do estudo, é cedo para cravar que o nutriente de fato evita que alguém desenvolva o transtorno. “Esse tipo de trabalho é similar a uma foto. A gente vê o que está acontecendo naquele momento”, diz. “Só que ele ainda não mostra uma relação de causa e efeito”, completa.

Fonte: Saúde Abril

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