A realização do check-up periódico, como forma de prevenir ou tratar as doenças logo no início, é de suma importância, destaca o médico clínico geral Luís Gustavo Bassi Moretti, gerente do Hospital Evangélico. 

“O segredo é prevenir: além de muito mais barato, garante longevidade com qualidade de vida”. Com essa frase Moretti destacou que no Brasil está aumentando o número de idosos, e que por conta disso as doenças potencialmente preveníveis devem ter diagnósticos precoces, especialmente as crônicas, que se perpetuam e podem se agravar com o tempo. 

Além desse fator, o médico atenta para a tríplice carga de doenças, começando pelo baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que provoca desnutrição, mortalidade infantil, maternal, doenças infecciosas e outras, e seguido pelas doenças crônicas com suas complicações e hábitos de vida irregulares (alimentação inadequada, tabagismo, uso e abuso do álcool e drogas ilícitas), e finalizado pelo fator de causas externas, como mortes por violência, em que as vítimas, em sua maioria, estão na fase produtiva. 

Diante desse quadro, Moretti defende que os exames periódicos são extremamente importantes para que complicações sejam evitadas e os pacientes vivam bem. Ele especifica que muitas doenças crônicas têm um período que antecede a fase sintomática, chamada de subclínico ou mais popularmente como doença silenciosa, que só vão apresentar sintomas quando a prevenção não tem mais como se efetivar. 

E, segundo ele, esse transtorno pode ser evitado com exames básicos, como hemograma, glicemia, funções renal e hepática, e outros. Isso sem contar com o pedido de exames mais específicos, e outros direcionados, como mamografia e exame de próstata. 

Moretti destaca que com o check-up, além da possibilidade de atuação quando o paciente ainda não está doente, pode indicar sinais da necessidade de alguma intervenção médica. Ele também alerta que outro problema evidenciado, mesmo com a realização de exames, é o do paciente que faz leitura do resultado, e ao ver por exemplo que a glicemia, cujo parâmetro de normalidade é 99 mg/dl, está exatamente nesse nível, e por isso julga estar tudo bem, e não retorna ao médico com os exames laboratoriais. 

Mas quais exames deve-se fazer? Orienta que o médico é quem deve decidir de acordo com o perfil do paciente, e que o próprio clínico geral terá condições de determinar a periodicidade dos exames, bem como fazer encaminhamento para algum especialista caso haja necessidade.

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