Abaixo fotos do Alambique

O Alambique Casa Barbinotto de Seropédica, teve a sua primeira safra em 2007, com cachaça tipo exportação de primeira qualidade.

O proprietário do alambique, Sr. Alencar Vicente Barbinotto, disse que hoje tem estocado perto de 50.000 litros de cachaça, e 10.000 litros de cachaça envelhecida a 11 anos. “A cachaça fabricada e de Padrão Sofisticado, no Brasil tem poucos produtores que fabricam este tipo de cachaça. O Ministério da Agricultura, com registro da Anvisa Internacional (Fema), deu registro de fabricação da cachaça com Jambu, assim que chegar a documentação estarei fabricando em grande escala. Além da cachaça tradicional, fabricamos uma variedade de licores: Cravo e Canela, Tangerina, Morango, Maracujá, Banana, Jambu com Maracujá, Jambu com Banana, Jambu com Açaí, e Jambu com Abacaxi” comemora Sr. Alencar.

O Estado do Rio acaba de reconquistar a vice-liderança na exportação de cachaça, a bebida destilada mais consumida no Brasil. Ao todo, no ano passado, as cerca de 60 empresas fluminenses legalizadas no setor venderam para outros países, sobretudo Alemanha, Estados Unidos e França, um valor aproximado de R$ 6,4 milhões, ficando atrás apenas de São Paulo. As cifras correspondem a 1,1 milhão de litros de aguardente fabricados no estado e comercializados no exterior, equivalendo a 12,7% da exportação nacional, que foi de 8,9 milhões de litros no período.

O volume representou também um movimento 23,9% maior do que 2016, quando Minas Gerais ocupava a segunda posição no ranking de exportação, caindo agora para sexto. Pernambuco mantém a terceira posição. “Essa conquista é um somatório de esforços, que reúne fabricação de produtos de qualidade, certificações e prêmios nacionais e internacionais”, justifica o novo presidente da Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça do Estado do Rio de Janeiro (Apacerj), Carlos Alberto Mariz, proprietário da Cachaça Tellura, de Campos (RJ). “É também um sinal de que estamos no rumo certo para sermos os principais exportadores mundiais”, completa.

O Alambique fica localizado na Avenida Recife nº 74, Bairro do Incra, Seropédica

 

Contato. www.casabarbinitto.com.br 

A História da Cachaça

A palavra cachaça é de origem polêmica.

Algumas versões dadas por pesquisadores:

Do castelhano CACHAZA, vinho que era feito de borra de uva;

Da aguardente, que era usada para amaciar a carne de porco (CACHAÇO);

Da grapa azeda, tomada pelos escravos e chamada por eles de cagaça.

A cachaça é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas.

Ocorre que, por vezes, o caldo desandava e fermentava, dando origem a um produto que se denominava cagaça e era jogado fora, pois não prestava para adoçar. Alguns escravos tomavam esta beberagem e, com isso, trabalhavam mais entusiasmados.

Os senhores de engenho por vezes estimulavam aos seus escravos, mas a corte portuguesa, vendo nisto uma forma de rebelião, proibia que a referida bebida fosse dada aos negros, temendo um levante.

Com o tempo esta bebida foi aperfeiçoada, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais.

Existem atualmente pesquisas de fermentação com diversos produtos denominados enzimas que, aos poucos, estão substituindo o processo antigo.

A cachaça sempre viveu na clandestinidade, sendo consumida principalmente por pessoas de baixa renda e, por isto, sua imagem ficou associada a produto de má qualidade. Mas atualmente ela ascendeu a níveis nunca antes sonhados e hoje é uma bebida respeitada e apreciada mundialmente, já tendo conquistado a preferência de pessoas de alta classe e sendo servida em encontros políticos internacionais e eventos de toda espécie pelo mundo afora.

Cronologia

Primórdios do XVI

O caldo era apenas consumido pelos escravos, para que ficassem mais dóceis ou para curá-los da depressão causada pela saudade de sua terra (banzo).

Como a carne de porco era dura, usava-se a aguardente para amolecê-la. Daí o nome “Cachaça”, já que os porcos criados soltos eram chamados de “cachaços”.

O apelido “Pinga” veio porque o líquido “pingava” do alambique.

2ª metade do Século XVI

Passou a ser produzida em alambiques de barro, depois de cobre, como aguardente.

Século XVII

Com o aprimoramento da produção, passou a atrair consumidores. Começou a ter importância econômica e valor de moeda corrente.

Ano de 1635

Contrariado com a desvalorização de sua bebida típica, a Bagaceira, produzida do bagaço da uva, Portugal proibiu a fabricação da Cachaça e seu consumo na colônia brasileira.

Menos da metade do Século XVII

A retaliação à Cachaça provou o nacionalismo brasileiro, levando o povo a boicotar o vinho Português.

Final do Século

Portugal recuou quanto à decisão de proibir o consumo da Cachaça brasileira e decidiu apenas taxar o destilado.

Ano de 1756

A aguardente da cana-de-açúcar era um dos gêneros que mais contribuía para a reconstrução de Lisboa, abalada por terremoto em 1755.

Ano de 1789

A Cachaça virou símbolo da resistência ao domínio português. O último pedido de Tiradentes: “Molhem a minha goela com cachaça da terra”.

Inicio do Século XIX

Com as técnicas de produção aprimoradas, a Cachaça passou a ser muito apreciada. Era consumida em banquetes palacianos e misturada a outros ingredientes, como gengibre, o famoso Quentão.

Depois da metade do Século XIX

Com a economia cafeeira, abolição da escravatura e início da República, um largo preconceito se criou frente a tudo que fosse brasileiro, prevalecendo à moda da Europa. A Cachaça estava em baixa.

Ano de 1922

A Semana da Arte Moderna resgatou a nacionalidade brasileira. A Cachaça ainda tentava se desfazer dos preconceitos e continuava a apurar sua qualidade.

Depois da metade do Século XX

A Cachaça teve influência na vida artística nacional, com a “cultura de botequim” e a boemia. Passou a ser servida como bebida brasileira oficial nas embaixadas, eventos comerciais e vôos internacionais. A França tentou registrar a marca Cachaça, assim como o Japão tentou a marca Assai.

Século XXI

A Cachaça está consagrada como brasileiríssima, é apreciada em diversos cantos do mundo e representa nossa cultura, como a feijoada e o futebol.

Em alguns países da Europa, principalmente a Alemanha, a Caipirinha de Cachaça é muito mais consumida que o tradicional Scott.

A produção brasileira de Cachaça já ultrapassa os 1,3 bilhões de litros e apenas 0,40% são exportados.

A industrialização da Cachaça emprega atualmente no Brasil mais de 450 mil pessoas. O Decreto 4.702 assinado em 2002 pelo presidente FHC, declara ser a Cachaça um destilado de origem nacional.

A Cachaça é originaria do Brasil!

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