Agricultores aprendem a fazer fermento orgânico do tipo bokashi

A Embrapa Agrobiologia promoveu, no último dia 23, uma capacitação para produção de bokashi que reuniu quase 50 pessoas na Fazendinha Agroecológica Km 47, entre técnicos, estudantes e, principalmente, agricultores familiares. Os participantes vieram de diversos municípios fluminenses, como Paty do Alferes, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Queimados e Japeri.
De acordo com a bolsista Lívia Bischof Pian, que ministrou o curso, os participantes já conheciam o bokashi – um fermento orgânico composto por diversos ingredientes –, mas nunca tinham o preparado. “Houve uma grande interação entre os participantes, troca de experiências e novas ideias para pesquisa futuras. Muitos agricultores elogiaram o curso e se mostraram interessados na realização do mesmo em suas comunidades e regiões, para um público maior de agricultores”, conta.
De início, a capacitação contou com uma parte teórica, que abordou o histórico da agricultura no Brasil e no mundo, as bases de fertilidade e matéria orgânica dos solos, as diferenças entre a agricultura convencional e a agroecológica, além da importância da adubação orgânica e da compostagem. “Também foi explicado mais a fundo como é o preparo, a utilização e quais são os tipos de compostos orgânicos fermentados do tipo bokashi, bem como os materiais utilizados e inoculantes, sobretudo enfocando o uso de inoculantes alternativos, como kefir e inoculantes da mata”, explica Lívia. Na parte da tarde, foi realizada prática, com a preparação de 100 quilos de bokashi a partir de torta de mamona, farelo de trigo e EM.
Segundo a analista Nátia Élen Auras, do setor de Transferência de Tecnologia da Unidade, a demanda por essa capacitação é antiga e, dado o sucesso que fez entre os agricultores, será mantida no calendário de eventos da UD. “Muita gente vinha pedindo curso de bokashi desde o ano passado, quando oferecemos outras capacitações, como a de compostagem. E a Lívia tem boa experiência e conhecimentos práticos sobre a produção e o uso do bokashi, pois trabalha há algum tempo no hortão da Fazendinha, onde a tecnologia tem sido largamente utilizada durante todo o período produtivo”, afirma.
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