A mídia tem um potencial colossal como instrumento indispensável do processo ensino aprendizagem. Será? Talvez. 

O emprego dos órgãos de comunicação social pode contribuir nos processos pedagógicos, por meio da difusão de conteúdos cívicos e éticos, complementando a educação formal e não-formal. Será? Talvez.  A questão toda não é em concordar se a mídia pode ou não ser uma ferramenta de educação, quero saber ,  se verdadeiramente ela está sendo esse instrumento pedagógico ou não. Porque a verdade é que a mídia, os meios “holofóticos”, exercem uma grande influência na massa em geral.

Impossível desacreditar no potencial de influência que os meios de comunicação social exercem nos seus mais variados modos e estilos. E isso que é preocupante. A problemática mora aí. Porque eu fico tendente a achar que por causa da influencia global que um determinado grupo tem, eles estão criando então novos horizontes educacionais e pedagógicos. A massa vulnerável tende a crer que o que eles dizem, publicam, expõem, mostram, em websites, na TV, emissoras de rádio, blogs, através de programas, novelas, entrevistas e etc, é o que está correto e ponto final.

O povo, sendo massa de manobra, imputa naquilo que está notório e visível, a certeza e a razão das coisas. Um exemplo disso foi aquele fatídico vídeo que vários atores globais fizeram, “Meu Corpo, Minhas Regras”. Um vídeo expressando de modo imbecil, razões para  a liberação do aborto. Não sabem que o agente ativo na gestação é o feto e que este não é a prolongação do corpo da mãe, é um outro corpo que se não fosse a placenta, a mãe expulsaria o bebê de dentro dela. Mas, milhões de pessoas que já estavam sem opinião,  viram o vídeo, e..bingo!! Eis a verdade ai gente: Meu Corpo Minhas Regras! Houve revolta? Sim. Mas não adianta muito…o povo, a massa, viu no vídeo a resposta para um dilema.

E então, aonde foi parar a instrumentalidade educacional? Ou será que eles usam da influência para mostrarem o que pensam, seja lá a idiotice que for, para que o povo dê crédito?  Uma esperteza! Ensinar é transmitir idéias humanas e sociais a fim de que o receptor da mensagem mude de vida, de pensamento e de atitude. Ensinar não é aproveitar a vulnerabilidade do povo e impor de maneira sútil ideias absurdas e anticristãs.

os veículos de comunicação e informação, por meio de suas programações e imagens, devem assumir um papel fundamental na educação para os direitos humanos, na medida em que se comprometem com a difusão de valores éticos e de cidadania, de maneira que não haja uma supervalorização de um grupo em detrimento de outro. E infelizmente a mídia tem sido tendenciosa e manipuladora. Informação é uma coisa, manipulação é outra.

É  como disse certa vez George Orwell:

“A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”

Vi outro dia uma pesquisa no “The Washington Post”, um dos jornais norte-americanos mais respeitados e lidos em todo o mundo, que relatou o poder de influência das novelas na vida dos brasileiros, em seu  artigo “Brazil’s Novelas May Affect Viewers’Lifes” (Novelas do Brasil podem afetar as vidas dos telespectadores) .  Um dos trechos do artigo diz : “No Brasil, um país que, na média, assiste mais à televisão que qualquer outro país, exceto o Reino Unido, novelas tem um efeito mais duradouro ao influenciar escolhas no estilo de vida, dizem os pesquisadores. As novelas se tornaram uma parte muito importante na sociedade brasileira”.

E isto não é pra aplaudir não. Tristeza. Lamentável. É amordaçamento.  A população é facilmente influenciada pela mídia principalmente quando está relacionada a novelas. Nestas, heróis nacionais são criados – ficcionais ou não. Acaba uma novela e inicia outra e os modelos de comportamentos, beleza, moda e outros vão se alterando. Mudam os personagens, a trama e os assuntos abordados e a sociedade vai respondendo a este estímulo produzido. Os padrões difundidos são copiados e seguidos, porém, as pessoas não conseguem adaptá-los a uma vida real, o que gera ansiedade, angústia e frustração. E a mídia só lucra com tudo isso.

E o que falar do BBB? O maior exemplo de todos é o maldito BBB. Esta grande porcaria, que existe desde antes de eu ter pelos no rosto, não produz absolutamente NADA de construtivo para aqueles que o assistem, sendo seus maiores resultados modelos para revistas masculinas e futuras ex-celebridades fracassadas que vão fazer o máximo que puderem para prolongar seus 15 minutos de fama.    Sem comentários não é? Uma perca de tempo! Mas quanto mais o povo fica vendo  essa porcaria mais alienado fica! Mais ignorante fica!

Segundo Marilena Chauí : “A produção ideológica da ilusão social tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, corretas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos e as ideias”.

Os meios de comunicação em massa devem contribuir para a valorização da diversidade cultural, a promoção dos direitos humanos, no combate a todo tipo de violência, no acesso à informação, entre outros. Esta deveria ser sua função primordial. Claro que existem programações boas e tal, educativas, aonde podemos ver boa música, orquestras, bons filmes, reportagens edificantes e etc.

Bom enquanto você aí ta antenado no BBB, na novela ou em sei lá o que, eu vou ficar aqui, vendo Chaves ou Chapolim! Pelo menos lá eu aprendo que, ” A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena” .

tn_620_600_laptop_1105Um abraço e que Deus nos abençoe!

J.C.Marques