Parentes de Luciana e Letícia tentam arrecadar recursos para auxiliar nas buscas por helicóptero desaparecido no último dia 31
São Paulo – Familiares das passageiras que estavam no helicóptero que desapareceu na região de Salesópolis, no Alto Tietê, organizaram uma vaquinha para reunir recursos para auxiliar na procura pela aeronave. Nesta sexta-feira (5/1), as buscas chegaram ao 5º dia. A Força Aérea Brasileira sobrevoa uma área de 5 mil km², com apoio do Comando de Aviação da Polícia Militar (PM) e do Serviço Aerotático (SAT) da Polícia Civil.
O helicóptero de modelo Robinson R44 e prefixo PR-HDB partiu do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, em direção a Ilhabela, no litoral norte do estado. A aeronave foi localizada pela última vez no radar por volta de 15h20 do dia 31. Havia três passageiros no helicóptero: Raphael Torres, Luciana Rodzewics e Letícia Ayumi, além do piloto Cassiano Tete Teodoro.
Pouco antes de a aeronave desaparecer, Letícia enviou mensagens para o namorado avisando sobre as más condições climáticas. Ela gravou um vídeo em que o helicóptero aparece totalmente coberto por neblina, sem nenhuma visibilidade. Letícia afirma, inclusive, que o piloto fez um pouso de emergência “no meio do mato”.
FAB faz buscas aéreas sobre a região de Natividade da Serra (SP), em busca de helicóptero que desapareceu com quatro pessoas a caminho de Ilhabela Divulgação/FAB

Piloto Cassiano Tete Teodoro conduzia helicóptero que sumiu Reprodução

Letícia (e) e Luciana (d) estavam no helicóptero que sumiu em SP Reprodução

Raphael Torres é amigo de Letícia Reprodução

FAB faz buscas aéreas sobre a região de Natividade da Serra (SP), em busca de helicóptero que desapareceu com quatro pessoas a caminho de Ilhabela Divulgação/FAB
Piloto Cassiano Tete Teodoro conduzia helicóptero que sumiu Reprodução
Letícia (e) e Luciana (d) estavam no helicóptero que sumiu em SP Reprodução
Raphael Torres é amigo de Letícia Reprodução
Print de vídeo enviado por Letícia Ayumi a namorado Reprodução
Letícia enviou mensagens ao namorado citando pouso forçado de helicóptero antes de desaparecer Arquivo pessoal
Troca de mensagens entre Letícia e o namorado mostra imagens de pouso forçado de helicóptero antes de desaparecer Arquivo pessoal
Fotografia da vista do helicóptero que desapareceu mostra área de mata fechada e bastante neblina Arquivo pessoal
Outra foto enviada por Letícia mostra helicóptero pousado no chão Arquivo pessoal
FAB faz buscas aéreas sobre a região de Natividade da Serra (SP), em busca de helicóptero que desapareceu com quatro pessoas a caminho de Ilhabela Reprodução
FAB faz buscas aéreas sobre a região de Natividade da Serra (SP), em busca de helicóptero que desapareceu com quatro pessoas a caminho de Ilhabela Divulgação/FAB
FAB faz buscas aéreas sobre a região de Natividade da Serra (SP), em busca de helicóptero que desapareceu com quatro pessoas a caminho de Ilhabela Divulgação/FAB
FAB faz buscas aéreas sobre a região de Natividade da Serra (SP), em busca de helicóptero que desapareceu com quatro pessoas a caminho de Ilhabela Divulgação/FAB
Piloto Cassiano Tete Teodoro conduzia helicóptero que sumiu Reprodução
Clara Silvia, irmã de Luciana, diz que o sentimento de angústia tomou conta da família e que tem tido dificuldade para dormir: “Não aguento mais. É muito angustiante”.
Segundo ela, a vaquinha foi temporariamente suspensa pela plataforma online, porque a família não havia especificado de que maneira o dinheiro seria utilizado. Eles estão tentando resolver o problema para que a arrecadação seja restabelecida.
Mateiros
Clara Silvia afirma que a família está em busca de mateiros para auxiliar nas buscas. O pai e o namorado de Letícia foram até a região de Salesópolis para contratar moradores com experiência na mata fechada.
Piloto teve licença cassada
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cassiano já recebeu mais de 17 autos de infração e chegou a ter a licença de piloto cassada, em setembro de 2021, por “conduta grave de fraude”.
Em 2022, o MPF também recomendou o fim da prestação de serviço das empresas responsáveis pelo helicóptero que sumiu. Para os procuradores, elas atuavam de forma clandestina.
A aeronave não possui licença para o serviço de táxi aéreo. Ainda assim, segundo o MPF, Cassiano e as empresas faziam “propaganda de serviços aéreos não autorizados” nas redes sociais.
Fonte: Metrópoles


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